
Para acompanhar a overdose de carne vermelha, nada cai tão bem quanto uma overdose de vinho tinto. Para quem tem grana e manja da parada, Montevidéu é um paraíso. Se você é basiquinho no orçamento e na sofisticação, sem problema, pede Don Pascual que está tudo certo. O vino uruguaio, seja Cabernet ou Tannat, vai muito bem.
- Os uruguaios levam a sério o atendimento e o vinho. No Panini’s, por exemplo, a carta de vinos tem umas 30 páginas e o sommelier fica à sua disposição para dar sugestões e mostrar a adega da casa. E nos lugares mais sujinhos, é quase igual.
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Em geral, marcas próprias dos supermercados são de boa qualidade e baratas. Ou vinhos exigem mais cuidado ou o Pão de Açúcar errou muito feio. Não é preciso entender picas de vinho (meu caso) para sacar que o Valpolicella deles é uma versão diluída, no sentido literal! O rótulo (que é mais propaganda do que informações) diz em letras muito miúdas que essa garrafa foi produzida com ao menos 27 uvas diferentes.
- Dá a impressão que esse vinho é o resto de uma tonelada de outros vinhos misturados, esquema cooperativa como eram os Liebfraumilch
- Custa entre R$ 20 e R$ 25. Por R$ 10 a mais dá para comprar um Valpolicella de verdade.
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Vou apenas transcrever aqui o texto do rótulo desse vinho chileno muito foda: “é o vinho para todas as ocasiões em que acompanhado da família, amigos OU SIMPLESMENTE SOZINHO, se quer disfrutar de um bom momento”. Compre, beba e concorde com o rótulo “Agora que o tens em suas mãos, despreocupa-te. Estás a ponto de disfrutar um momento Gato Negro”.
- Você acha a bagaça em quase qualquer supermercado
- Acho que custa uns 18 reais ou uns 30 reais. Não lembro