Laerte, Angeli e Fernando Gonsales são gênios, mas não custa nada dar atenção para cartunistas com menos de 120 anos. Por isso, Andrício de Souza e seus desenhos de última folha de caderno são uma excelente opção. Poucos conseguem expor com tanta crueldade a mediocridade nossa de cada dia com um humor tão esculachado. Vale a pena comprar esse livrinho, pois o cara ainda vai longe.
Muitos reclamam que o problema do filme é o reinício de uma série recente. Nesse quesito, caguei. Sam Raimi e Tobey Maguire nunca me convenceram. O problema é que o tal reinício também não agregou nada a série. Fora o fato que dentro do uniforme Andrew Garfield convence muito mais como Homem Aranha, o filme tem uma historinha pra lá de foruxa e com mais furos que a cara do Andrés Sanchez. Vale ir ver, mas não vale se empolgar.
Não é querendo ser do contra, mas analisando de um ponto de vista onde a expectativa era grande, Vingadores é apenas um filme correto e família, bem no padrão Disney de qualidade. Mas não dá pra dizer que é frustrante, nem de longe. Apesar da história no máximo corretinha, conseguiram unir – com alguns furos – aquele monte de personagens aplicando efeitos especiais incríveis, com a ação bacana e umas piadas muito bem pontuadas.
Para você não perder tempo no cinema como eu perdi, a única cena pós-filme é aquela durante os créditos. Depois não tem mais nada.
Scarlett Johansson é um pitéu, mas ainda não me convenceu como Viúva-Negra.
Joss Whedon, diretor e co-roterista, conseguiu dar uma boa importância para o Gavião Arqueiro. Ponto positivo.
Mark Rufallo / computação gráfica, com sua cara de corno manso, conseguiu ser o melhor Bruce Banner / Hulk da nova safra. Só perde, claro, para a dupla Bill Bixby / Lou Ferrigno dos anos 80.
A ignorância é uma benção, como já dizia o outro. Por não ter lido nem assistido nada do Tintim clássico, achei o filme uma das animações mais sensacionais já feitas. Tecnicamente, as imagens são espetaculares e inovadoras. Ao mesmo tempo cartoonescas e realistas. Os personagens também ajudam a engrossar o caldo do roteiro que lembra Indiana Jones, afinal o filme tem a assinatura do Spielberg.
Haddock, o capitão pinguço e sem memória, virou um ídolo para mim
É fácil achar um filme de ação bom quando ele tem tipos carismáticos como Machete ou Wolverine. E quando o filme é do caralho só com personagens regulares muito bem interpretados? Primeira Classe é desses: um Magneto que você entende porque é mau, um Xavier xavequeiro, cabeludo aprendendo a ser líder e Kevin bacon como Shaw, mais canastrão e perfeito, impossível. Disparado o melhor X-Men da série.
Misturar deuses nórdicos pseudo-mitológicos com uma pseudo-realidade cheia de tecnologias das Industrias Stark tinha tudo pra dar errado. Felizmente, não deu. O roteiro é muito bom, com várias referências e sacadas engraçadas, além de uma Asgard bastante convincente. Mas a direção é terrível. Fica difícil engolir o rápido amadurecimento de Thor, assim como seu amor por uma reles mortal, mesmo ela sendo Natalie Portman.
Fique até o final dos créditos, tem coisa importante.