Só fui assistir por causa da temporada nova. Afinal, é difícil arrumar espaço no dia e no coração para mais uma série cômica com uma família desfuncional. E que bela surpresa tive! Roteiros alucinados, diálogos alucinados, personagens alucinados. Arrested Development dá a impressão de ser o resultado de um brainstorming entre uns quatro caras que tomaram muito ácido. Só que você assiste uns três episódios e começa a viajar junto.
Para juntar todo o elenco original, precisaram fazer umas piruetas desnecessárias no roteiro, que mais confundem do que divertem. Isso não quer dizer que a nova temporada ficou ruim. Há o mesmo clima non sense e personagens aloprados, sem moral ou alguma vergonha na cara. Para mim, a novidade principal foi ver o bonzinho Michael mostrando que é também é um Bluth.
O ritmo de participações especiais bizarras está acelerado
Na nação que mais venera os vencedores é especialmente duro ser um perdedor. A menos que você seja Kenny Powers, o decadente jogador de baseball que protagoniza essa sensacional série de humor. O lance é que Kenny vive nos dias de hoje preso aos gloriosos anos 90 e quer mais é que todo mundo se foda. É a coisa mais engraçada desde My Name is Earl
A segunda temporada, passada no México, é ainda melhor que a primeira
Vendo esse vídeo aí de cima você já saca a pegada da série
Passando longe do politicamente correto sem cair no mau gosto, a comédia é, ao mesmo tempo, sensível, cativante e pastelona. A escolha da trilha, do texto e do elenco é muito acertada e, antes do final do filme, você também se sente cúmplice do tetraplégico ranzinza e do enfermeiro malandrão. Puta filme. Merece todo o hype.
Por causa do filme, você vai (re)descobrir Earth, Wind and Fire
O longa é baseado em uma história real, o que torna tudo mais legal
O improvável roteiro transforma em filme uma ideia genial já usada em Family Guy: mostrar que no nosso cotidiano existem coisas muito mais bizarras do que bichinhos falantes. Em Ted, o ursinho fofinho cheira cocaína, faz orgias escatológicas com putas e faz piadas pesadas o tempo todo. Só por isso seria muito foda, mas, Mark Wahlberg, Mila Kunis e um ator sumido há 40 anos vão fazer vc rir ainda mais. Recomendo muito.
Acho que o Ted é uma versão junkie do cão Brian, ou seja, quem gosta de Family Guy PRECISA assistir
Com esse filme, Sacha Baron Cohen, o Borat, se redime da grande bosta que foi Brüno. “O Ditador” tem uma narrativa acertada e aposta em um leque de piadas que vão do escatológico ao absurdo, passando pelo humor inteligente e por ironias cortantes com o circo da política internacional. Para curtir tudo isso, você precisa ser eclético também. Sem sacar as referências, é só uma comédia ruim.
Logo no começo a melhor piada: “em memória de Kim Jong Il”
Achei meio bizarro o Ben Kingsley topar participar desse filme, mas ele manda bem