Ao contrário de Bob Dylan, que fica mais decrépito a cada disco, Cohen mostrou que o tempo lhe fez bem (tipo Johnny Cash). A voz grave e sussurada combinou perfeitamente com a falta de esperança das letras e com os arranjos que mesclam minimalismo com um clima de cabaré do fim do mundo. Disco sensacional, candidato a melhor do ano.
Não sei se vou lembrar dessa banda daqui cinco anos. A voz perfeita da cantora (num estilo meio soul) e o bom gosto dos arranjos (mais puxados pro blues, folk) não são incomparáveis ou marcantes. De qualquer forma, o disco é, do começo ao fim, muito bem feito e serve perfeitamente para distrair os ouvidos durante uma tarde de trabalho. Minha faixa referida foi ‘Until you remember” por causa do pianinho.
A banda já veio para o Brasil, tocou no SWU e eu nem sabia
Um clássico que não pode faltar na coleção de nenhum cinéfilo. Os Blues Brothers são irmãos que foram criados em um orfanato de freiras, que corre o risco de ser fechado. Para salvar o abrigo, a dupla de malandros se envolvem em altas enrascadas, com direito a perseguição policial e tudo mais. Vale lembrar que é um musical sensacional, que conta com grandes nomes da música negra americana.
Musicais com Ray Charles, Cab Calloway, Aretha Franklin e James Brown
Ganhou uma sequencia em 1998, que está mais para uma homenagem ao clássico.
Pago pau para bandas que lançam discos com músicas tão boas que poderiam ter entrados nos melhores álbuns anteriores. El Camino é assim. Junta a pegada de blues pesadão/ rock 70 da banda com uma produção mais animada e umas batidas hipnóticas. “Lonely Boy” já vem prontinha para ser hit, mas várias outras faixas também podem, merecem e devem fazer sucesso. Mais um tiro certeiro do Black Keys.
O vídeo acima é oficial e sensacional. Duvido que qualquer clipe seja melhor
O disco deveria ser lançado no dia 06/12… mas já tá rolando pela Interwebs
É uma puta injustiça achar que Clapton só é famoso por Layla, Cocaine e, va lá, Tears in Heaven. O cara tem o dom de encarnar o blues como poucos, tocando muito (sem afetação), soltando a voz do fundo da alma e, principalmente, escolhendo um repertório lotado de preciosidades. Esse CD só com covers é daqueles que é bom ter sempre por perto.
Os caras são tuaregues (uma milenar tribo nômade de trambiqueiros do Saara) e quebram tudo misturando o som tradicional (meio tribal/muçulmano) com umas linhas de baixo e guitarra muito invocadas. Chamam por aí de Blues do Deserto, mas o som é de um gênero próprio (o assouf) e as letras são de protesto e apologia à guerra (embora ninguém entenda).