Um título mais que justo, notas e classificações mais que injustas. A apuração deixou claro que todo jurado é bizarramente feio. E tendencioso. Parabéns, Vai-Vai. Tucuruvi (2º) e Vila Maria (3º) fizeram desfiles técnicos. Seguidas de Mancha e Gaviões. Depois, Águia, Mocidade, Rosas, Tom, X-9, Pérola (latrocínio) e Império. Caíram Nenê e Peruche. Sou a favor do espetáculo, do novo, do impacto. Saio frustrado do carnaval 2011.
TROFÉU ORDINÁRIA FAMOSA: Desbancando veteranas de guerra favoritas como Viviane Araújo, Valeska Popozuda e Ângela Bismarchi, uma debutante campeã: Juju Panicat. Quase nada de roupa e pintura como tapa-sexo garantiram a taça. E o fato de eu ter tirado a tinta de seu corpo na banheira do Holliday Inn logo após o desfile não influenciou no resultado. Parabéns, Juju!
GLOBELEZAFAIL: A Globo melhorou, mas fez cagadas. Nem uma carreta tombada no meio da avenida atrapalharia tanto quanto o Alan Severiano. Um liquidificador sabe mais que a Negra Li. Ridículas as dancinhas do Denzel Washigton Tupiniquim, Aílton Graça. Kubrusly foi escalado como comentarista de cronômetro. Chico Pinheiro bebeu 51 e apanhou (do touch) mais que mulher do Netinho. Já a Mariana Godoy foi ótima. Eu comia fácil.
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Desfile: Polêmicas à parte devido ao patrocínio explícito na letra do samba, Nova Schin, um cermijão, a Império foi prejudicada por 2 fatores: o som do Anhembi caindo toda hora e Marco Ruffin. Na boa, mais um ano não rolou a química escola-carnavalesco. Alegorias e fantasias abaixo do nível que a escola é mais do que capaz de botar na avenida. Já a bateria matou a pau, mesmo com a rainha Gracyanne Barbosa, que socaria fácil o Anderson Silva.
Desfile: Só mesmo no sambódromo pra ter mulher bonita no meio da Gaviões. Desfile impecável sobre Dubai, de brigar pelo título, em que o carnavalesco Zilkson finalmente mostrou as alegorias criativas e bem acabadas que o consagraram na Mocidade. Fantasias fodas, comissão foda, evolução foda. Mas se não ganhar, os jogadores do Corinthians deveriam protestar em frente à quadra.
Desfile: Comissão de frente das melhores do ano para homenagear o Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo. Desfile numa alegria contagiante que fez passar quase despercebido, quase, as alegorias sem graças. O Didi se cagou não de emoção, mas de medo de cair do carro. Se ele caísse, estaria dentro do enredo, já que seria muito Didi Mocó. O Deus Mussum merecia mais destaque, no mínimo, 4 de 5 setores da escola.
Desfile: Desfile clássico tal como o enredo Theatro Amazonas, mas faltou alguma coisa que não sei dizer o que é. Picles, talvez. Falando sério, a Vila já foi melhor. Desfiles como o Intolerância (2002), circo (2005) e Japão (2008) deixam cada vez mais saudades. Mas tenho que admitir que foi uma das, senão a mais, organizadas do ano, o que deve render boas notas em evolução. No último carro, a Larissa Riquelme chamou a responsa no peito.
Desfile: Um ano pra confirmar que a bateria da Mocidade é a melhor de SP. E talvez, do Brasil. Breques fantásticos, ousadia de um Mestre que tem culhão. O canto porrada da escola também garantirá nota máxima em harmonia, mas um carro não ter entrado tirou a chance da escola ficar entre as campeãs. Como o enredo era sobre “Ilusões”, senti falta de uma ala do Corinthians ganhando a Libertadores.
Desfile: A Águia prometia muito. Falou sobre o fogo e fez um desfile correto, morno, perto da expectativa que se criou em torno dela. Das alegorias, destaque apenas para o lindo abre-alas. O carnavalesco Cebola melhorou, mas precisa renovar a forma plástica de executar seus enredos. A bateria foi bem, sem coreografias em frente ao box. A Sabrina Boing-Boing
Desfile: Delmo não pode ser carnavalesco principal. No máximo 2º, ou diretor de barracão. Mais um ano de alegorias e fantasias mal-acabadas e bizarras pro curriculum dele. Na escultura do saudoso Seu Nenê, o homenageado parecia estar com tendinite no pulso. Mas o sambaço levantou a comunidade raçuda. Apesar do atraso na concentração por problemas com o tapa-sexo da Ângela Bismarchi: o carro abre-alas.
Desfile: A escola teve conjunto, veio redondinha e fez um desfile que emocionou, sem deixar de ser técnico. Para o André Machado, nota 10: fantasias e alegorias espetaculares, destaque para Sodoma e Gomorra e Devoção de Abraão. O teatro da comissão de frente transportou o espectador para o enredo bíblico e o samba funcionou como guia. Se não ficar entre as 5, o júri arderá no fogo do inferno.
Desfile: Com o melhor samba de 2011, apesar da rouquidão do Wander Pires, a escola trouxe a saga de perseverança do Maestro 