O nome do disco de covers é um trocadilho com uma das palavras do seu sobrenome. Mas poderia ser outro: “Fools Gold” seria mais apropriado. Com as costumeiras interpretações cheias de maneirismos vergonhosos, dignos dos piores concorrentes do “Ídolos”, o cantor chuta várias vacas sagradas, de Elvis a The Smiths, passando por Leonard Cohen, Patti Smith e Joy Division . A última vez que ouvi algo tão ruim foi: “você está demitido.”
A lista de crimes, quer dizer, de covers ainda inclue:
Hallelujah, ofendendo Leonard Cohen
Dancing Barefoot, ofendendo Patti Smith
E também Suspicious Minds, que só não ofende o Elvis porque esse já está acostumado com esse tipo de tosqueira
E ainda tem Love Will Tear Us Apart,
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Em meio aos tumultos que assolavam a Inglaterra, Morrissey se apresentava na lendária Brixton Academy. Falando em tumultos, dessa vez mantive distância segura do palco. Impossível não se emocionar ao ouvir “Everyday Is Like Sunday” em pleno domingo, na cidade que a inspirou, cantada do começo ao fim por uma platéia que mais parecia uma torcida. Ao fim da noite, mais um quebra-quebra, do qual consegui escapar.
Esse show rolou no Brixton Academy, Londres, em 07/08/2011
No dia seguinte, Morrissey voltou ao Vicar Street. Eu também, novamente nas primeiras fileiras, testando os limites do meu físico e do meu fanatismo. O setlist trouxe “Come Back To Camdem”, linda e doída balada do “You’re The Quarry”. Raridade em shows, foi interpretada com genuína emoção, como todas as demais. Prova que, ao contrário do contemporâneo Bono, Moz não está no automático.
Esse show rolou no Vicar Street, Dublin, em 30/07/2011
Lotado, o pequeno Vicar Street abrigava apenas mil pessoas. Só isso já garantiria um show totalmente diferente daquele do Coachella. Não satisfeito, me acotovelei com outros fanáticos por um lugar em frente ao palco. Insensatez compensada com um aperto de mão do Moz. Óbvio, o ponto alto foi “Irish Blood, English Heart”, acompanhada com orgulho pelo coro irlandês. Sem dúvida, o melhor show que já vi.
Esse show rolou no Vicar Street, Dublin, em 29/07/2011
Festival é incrível. O famoso Coachella, nem se fala. Mas não é o melhor jeito de se ver atentamente um show. O meu primeiro do Morrissey foi frustrante. Antecedendo a principal atração da noite, Paul McCartney, cantou para uma platéia impaciente, que não merecia “Seasick Yet Still Docked”. “Sinto o cheiro de carne queimando. Espero que seja humana’, disse ele, militante vegetariano, ao farejar churrasco.
Esse show rolou em 17/04/2009, Coachella, Califórnia
Com essa resenha, abrimos oficialmente o esquenta para os shows do Morrissey no Brasil
No original “Kill Them Softly”, “O Homem da Máfia” (além de manter a tradição brasileira de renomear filmes do pior jeito possível) é um tributo à violência estilizada de primeira. Mortes lindamente filmadas, intrerpretações excelentes de um elenco fodão (Ray Liotta, James Gandolfini e Brad Pitt muito bem acompanhados) e ótimos diálogos tarantinescos. Como diria o personagem do Brad Pitt, “I know very few people who wouldn’t like it”.
E se tudo isso não te convenceu… a trilha sonora tem Johnny Cash