Vício Inerente (Paul Thomas Anderson chapadão)

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Tem um quê de Boogie Nights? Tem, mas vai bem mais longe. Vício Inerente consegue ser ao mesmo tempo um filme de Super Cine e uma obra de arte. Tem elementos de filme policial enlatado e de instalação de artes plásticas. É uma viagem, às vezes incomoda, e também é uma comédia quase no estilo Cheech&Chong. Joaquin Phoenix arrebenta e o elenco vai surpreendendo mais e mais. São muitos personagens, todos únicos, todos alucinados.  Até assistindo careta, você vai se sentir chapado.

  • Rola uma cena de sexo para entrar na história do cinema
  • Outras referências óbvias, além de Boogie Nights: GTA, Hunter Thompson, Pulp Fiction, Only God Forgives…

 

Baruk – Rodízio Árabe

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Os caras adaptaram a farra de um rodízio de sushi para a culinária árabe com perfeição. Homus, charutinhos, kaftas, esfihas e outros clássicos são servidos em pratinhos com pequenas porções, sempre rápido e com tudo quentinho/fresquinho. E você pode repetir, repetir, repetir, tomar uma água, e repetir de novo. Não é  o melhor árabe de SP, mas está muito mais para Almanara do que para Habib’s. Se você conseguir fugir do rush das 12h30, melhor.

  • Custa mais ou menos uns 40 paus por pessoa. Vale a pena.
  • Fica na Alameda Raja Gabaglia, 160 – Vila Olímpia
  • É em uma Travessa (quase esquina) da R. Gomes de Carvalho
  • Outras informações no site www.restaurantebaruk.com.br

Liber (A cerveja sem álcool que fará você voltar a ser alcoólatra)

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Não importa o motivo que fez uma cerveja sem álcool entrar em sua vida, não perca o tempo com essa em particular. Ela não serve nem trincando e definitivamente não vai te ajudar nessa heroica jornada no mundo das 0,0% de álcool. A melhor definição para o sabor dela é algo como uma “porção de azeitona líquida”. Para acompanhar os amigos no boteco, livre do álcool, a melhor escolha é a Brahma Zero, que dá uma goleada na intragável Liber.

  •  Fique de olho na validade das latas. Sem saída fácil, as zero álcool podem ficar esquecidas nas prateleiras.
  • Optar por uma sem álcool com o gosto ruim torna a tarefa de não beber mais difícil.
  • Existem, sim, algumas opções gostosas sem álcool ou com um baixo teor. Resenhas em breve.
  • RESENHADO ESPECIALMENTE PELO GUSTAVO KAHIL, do blog ANALISTA DE BAR

A Saga da Fênix Negra (HQ Clássica)

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No finalzinho dos anos 1970, a dupla Claremont e Byrne assumiu os X-men. Ressuscitaram os heróis e os transformaram no maior sucesso da Marvel. Entre as antológicas histórias que produziram, “A Saga da Fênix Negra”. Neste arco, estão alguns dos diálogos e quadros mais icônicos já produzidos para o gênero. Relendo agora, 30 anos depois da primeira vez, me lembrava de tudo. E tudo continua tão bom quanto na minha memória.

  • As histórias da dupla serviram de base para a série de filmes dos mutantes. O terceiro filme, por exemplo, é uma versão desta saga.
  • “Dias de Um Futuro Esquecido”, outro arco seminal da dupla, foi adaptado no último filme dos alunos do Professor X.
  • Esta edição é americana. Mas não duvido que a Panini lance em breve por aqui. (Se é que já não lançou.)

Senhor das Armas (Da série filmes velhos que eu nunca vi e nunca deveria ter visto)

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Esse filme cairia bem em 1995. Há vinte anos, a gente ainda caia na arapuca da receitinha com roteiro salpicado de frases de efeito, protagonista figurão, violência, algum humor, tipo o primeiro “Missão Impossível”. Como vi essa bagaça em 2015, achei tudo muito tedioso e óbvio. Às vezes parece comercial de vodca sem vodca, com o Nicholas Cage caindo aos pedaços. Não, isso seria engraçado. Senhor das Armas é só patético mesmo.

  • O diretor foi roteirista de outros filmes meia-boca: S1m0ne, O Show de Truman Show e Gattaca
  • O filme foi lançado em 2005. Nicholas Cage ainda não era meme.
  • Siga o Resenha no Twitter: @resenhaem6

Weezer – Everything will be alright in the end (O Weezer voltou!)

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Depois de chafurdar na péssima ideia de virar banda pop, abusando de tecladinhos de dance music, o Weezer lavou o rosto, fez a barba, penteou o cabelo e veio cheio de sinceridade pedir desculpas. Quem ouvir “Back to the Shack” vai dar esse perdão. Na letra e no som dessa faixa, o Weezer literalmente pede perdão pelos discos de merda que fez. No resto do álbum novo, segue-se a redenção (embora não haja nenhum grande destaque). De toda forma, estão perdoados!

  • Dá para dizer que é o primeiro disco do Weezer desde 2005
  • Na verdade, eles fizeram outros três. Um pior que o outro.
  •  Até no clipe eles apostaram na simplicidade. Veja e ouça Back to the Shack