Amstel 600 ml (Não é a mamãe! Não é a mamãe! Não é a mamãe! Não é a mamãe!)

amstel
Pensei até em trair meu grande amor, a Heineken, quando vi no boteco uma garrafa de 600ml de Amstel. Mas aquilo estava esquisito. O que a ‘outra’ holandesa estava fazendo ali naquela espelunca, em uma garrafa escura e com o logo mal colado? Resposta rápida: o rótulo é Amstel mas a cerveja não tem nada a ver com a original. É tomar Skol pagando mais. Não caia nessa. Amstel de verdade é só aquela long neck transparente com a tampinha invocada!

  • Não lembro do preço, mas era mais ou menos dois reais mais caro que a Brahma
  • Vão queimar o filme da marca exatamente como fizeram com a Sol

Fading Gigolo – Amante a Domicílio (Sabe quando o Woody Allen erra a mão? Então…)


Imagine um filme com dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim. Saiu um filme Big Mac? Não. Fading Gigolo junta a receita campeã (Allen, Turturro, Sharon Stone) e transforma em espinha do Habibs. O tema, prostituição de cabra mais feio que bater na mãe, deveria sustentar as piadas do filme, mas elas praticamente não acontecem ou são tão cifradas e sem graça que é difícil de terminar Fading Gigolo acordado.

  • Sei que o filme é um projeto do John Turturro e não do Woody Allen. Mas filme com o Woody Allen é filme do Woody Allen.
  • Arquivo o filme na enorme gaveta com a etiqueta ‘Grandes expectativas, grandes decepções’

The Anchorman 2 – Tudo por um furo (A comédia mais demente das últimas décadas)

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Seis linhas é espaço demais para descrever o que rola nesse filme, mas o retorno do apresentador de telejornal Ron Burgundy é tão aloprado que a falta de roteiro nem faz falta. São cenas e mais cenas alucinadas, com piadas ácidas e até bem pesadas porém no tom certo. Exemplo? Os caras apresentam o jornal fumando crack (cena acima).

Banda do Mar – Banda do Mar (A Malluzinha é tão legal que faz o Camelo passar na agulha)

Nem lembrava mais porque odiava Los Hermanos, mas foi só ouvir as músicas do Marcelo Camelo nesse álbum para lembrar. É arrastado, é meio chato, até com boa vontade eu não curto. Agora, vamos falar de coisa boa: Mallu Magalhães. A mina está matando a pau. Quando é ela quem leva as músicas da Banda do Mar, é impossível não sorrir. Ela está mais doidinha e mais gracinha que antes. E isso não é pouca coisa. Ouça “Mais Ninguém” e Muitos chocolates”.

  • O outro integrante da Banda é o Fred Pinto Ferreira, baterista do Buraka Som Sistema e de outros projetos do mesmo naipe
  • Malluzinha é tão demais que até deixou o antipática simpático, fazendo passinho no clipe!

Boyhood – Da Infância à Juventude (Todos dirão que é foda, mas garanto que é uma bosta)

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Usar um mesmo ator para viver o mesmo personagem dos 5 aos 18 anos é a isca. O roteiro, bem morno, é o anzol. Apesar da boa fotografia, que deixa o filme homogêneo e registra com proximidade as mudanças das últimas décadas, o tom de Boyhood é quase documental. E aí que a vida de um moleque normal de uma família normal é… só normal. Você assiste esperando uma grande sacada, e ela nunca chega. Só expectativa x frustração, igual a vida real.

A Festa da Insignificância (a volta de Milan Kundera)

afestadainsignificancia Aos 85 anos, o autor de “A Insustentável Leveza do Ser” e “A Brincadeira” não precisava escrever mais nada. Sorte que ele não pensa assim. Em sua última obra, faz um ensaio sobre a futilidade e a massificação atuais. Como nos outros livros, aqui a filosofia existencialista vem embalada em ótima literatura, com uma brilhante analogia ao stalinismo. Um dos principais méritos de “A Festa…” é a rapidez com que se lê.  E também é quase um defeito: não é sempre que temos algo tão bom para ler.

  • Com apenas 138 páginas, é uma boa porta de entrada para quem nunca leu Kundera. 
  • Se for seu caso, não bobeie: assim que terminar, comece “A Insustentável…”. Obrigatório.